A seleção da carreira é um processo de muitas faces e é comum o jovem passar por conflitos e questionamentos que norteiam essa importante decisão. Com esse intuito, os educandos da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Unidade Educacional do SAGRADO - Rede de Educação localizada na cidade de Garibaldi/RS, no componente curricular de Língua Portuguesa – Produção textual  foram convidados a refletir sobre os possíveis empecilhos e determinismos no ato da escolha de uma profissão.

As dúvidas levantadas em pesquisa prévia foram expostas ao grupo em “brainstorming”, que seguiu com a construção de uma produção textual. As dissertações resultantes desse processo demonstram a maturidade com que nossos educandos encaram essa difícil temática, a qual visa, principalmente, a formação de adultos seguros e conscientes em seus propósitos.

Escolha influenciável

É inegável que a escolha profissional é de suma importância para o futuro do brasileiro. O conforto e a felicidade na tomada de decisões são de grande valia, contudo, a ausência de instrução especializada e do apoio de familiares torna esse caminho muito mais árduo e atribulado. Como o jovem enfrenta esses obstáculos?

Segundo o Censo de Educação Superior, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), somente 34% dos estudantes que iniciaram em 2010 se formaram no mesmo curso que ingressaram. Essas desistências no Ensino Superior são causadas pela falta de orientação vocacional eficiente ao longo do processo de transição para a graduação.

Além disso, alguns indivíduos optam por cursos que não são de seu agrado somente para satisfazer as vontades de pessoas próximas, ou ainda pela estabilidade financeira eminente. Conceituado como Determinismo, essa pressão conflituosa no momento decisório gera uma problemática na vida dos pósteros universitários. Confirmando assim a premissa de Karim Sediki quando afirma que: "Dúvidas matam mais sonhos do que fracassos.".

Destarte, o governo não só deve oferecer amparo social no procedimento de entrada em universidades, através de palestras com especialistas efetivos, como também disponibilizar diretrizes idôneas. É papel da mídia e das escolas divulgarem as inúmeras opções de formação acadêmica e esclareceram dúvidas sobre os métodos das instituições educacionais superiores. Por conseguinte, o sujeito carece do autoconhecimento de seus desejos, para assim selecionar um ofício que enalteça suas aptidões e nutra um destino promissor.

Educanda: Júlia Locatelli Bortolini